Ainda que me aperceba dos erros e das falhas, está feito. Prejudiquei-me? Mais uma razão para cuidar do amanhã e isso vai exigir-me todo o foco para poder superar-me.
Pela sua natureza, em regra, o balanço leva menos tempo a ser feito do que o planeamento. O balanço incide sobre factos já ocorridos, enquanto o planeamento requer uma reflexão sobre possibilidades, lidar com incógnitas, trilhar caminhos nunca percorridos, ou trilhá-los em circunstâncias diferentes.
Não é preciso alongarmo-nos no balanço. Sabemos identificar o que correu mal, ainda que não consigamos perceber exatamente porquê. A aceitação do resultado abre caminho para a compreensão das causas e pelo menos sabemos o caminho que não interessa trilhar.
Em vez de fazermos um balanço exaustivo que vai exaurir as energias depauperadas, urge passar ao planeamento que nos projeta para a frente, onde a perspectiva de um novo amanhã nos anima.
Durante a nova fase de planeamento, a mais-valia das experiências passadas e refletidas ilumina o caminho. De igual modo, a investigação e a análise que caraterizam a fase de planeamento também darão continuidade à reflexão sobre as causas de erros e falhas.
Ao procedermos como recomendado acima, evitaremos o impasse, o sofrimento arrastado e a descida vertiginosa rumo à depressão que só acrescentam problemas a alguém que já se sente em baixa forma.
Ser lúcido exige tremenda coragem, mas prenuncia a vitória. A vida favorece os corajosos.
Porque não pedir a um amigo que nos ajude a ser corajosos, que nos acompanhe nos primeiros passos, em vez de o tornarmos alvo do nosso desalento?
O que é que verdadeiramente queremos, alimentar o ego ferido ou alegrar a alma triste?
Não é a Vida, somos sempre nós e o que escolhemos fazer da nossa vida.